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Açúcar afeta pensamento e memória

José Eduardo Mendonça – 17/05/2012 às 12:41

Estes efeitos ainda não eram conhecidos

Há muitas pesquisas revelando os efeitos daninhos da frutose, com seu papel em diabetes, obesidade e gordura no fígado. Agora, um novo estudo é o primeiro a mostrar como a substância mexe com o cérebro.

“Nossas descobertas ilustram o fato de que o que você come afeta o modo como você pensa,” disse Fernando Gomez-Pinilla, professor de neurocirurgia na Escola de Medicina David Geffen da Universidade da Calórnia-Los Angeles e professor de fisiologia e biologia no Colégio de Letras e Ciências da universidade. “Comer uma dieta de alta frutose afeta no longo prazo a capacidade do cérebro de aprender e de lembrar de informações.”

O consumo de refrigerantes e doces por apenas seis semanas pode prejudar capacidades cognitivas e danificar a sinalização de insulina.

A equipe focou em xaropes de milho de alta frutose (HFCS). Queridinhos das indústrias de alimentos processados, os HFCS são seis vezes mais doces que a cana de açúcar e são regularmente encontrados em refrigerantes, condimentos e alimentos infantis. O americano médio consome mais de 20 quilos deste xarope por ano, de acordo com o Departamento de Agricultura americano.

“Não estamos falando da frutose que ocorre naturalmente em frutas, que também contém anti-oxidantes importantes,” explicou Gomez-Pinilla. “Estamos preocupados que o xarope seja acrescentado a produtos alimentícios como adoçante e preservativo.” Os resultados da pesquisa foram publicados esta semana no Journal of Physiology

Consumir mais alimentos ricos em vitamina D

Consumir mais alimentos ricos em vitamina D

Pesquisas apontaram como a deficiência dessa vitamina pode ser prejudicial ao organismo. O nutriente é importante para ajudar a combater a tuberculose (Universidade da Califórnia, EUA), regular o ciclo menstrual (University of Michigan School of Public Health, EUA), prevenir diabetes (Tufts Medical Center, EUA) e até prevenir a obesidade (Hasbro Children’s Hospital, EUA).

 Os alimentos fontes dessa vitamina são: sardinha e atum, ovos, manteiga, iogurte e óleo de fígado de bacalhau (encontrado em cápsulas no mercado). 

 Praticar 15 minutos de exercícios por dia

 Essa quantidade já é suficiente para diminuir o risco de morte, segundo um estudo publicado no jornal The Lancet. Pesquisadores da China avaliaram mais de 400 mil pessoas durante oito anos. Como resultado, boa parte dos indivíduos que praticavam pelo menos 15 minutos de atividade física por dia teve redução do risco de morte em 14% e aumentou a sua expectativa de vida em três anos. Se você não conseguir praticar exercícios todos os dias, vale dividir o tempo durante a semana, por exemplo: 35 minutos de atividade física, três vezes por semana.

 Reduzir frituras e consumir mais iogurte e oleaginosas  (nozes, castanhas, avelãs, amêndoas)

 A perda de peso vai muito além da dieta e dos exercícios. Uma pesquisa de Harvard (EUA) conseguiu identificar alimentos que engordam mais e outros que até ajudam na perda de peso. Anote aí:

 Campeões no ganho de peso:

Batatas fritas; Outras batatas; Bebidas adoçadas com açúcar; Carne vermelha não processada e processadas.

 Opções aliadas da dieta:

Legumes; Grãos integrais; Frutas; Oleaginosas; Iogurte.

 

Vá com mais calma no trabalho

 Estudos de 2011 comprovaram como o trabalho pode afetar a sua saúde. Pessoas que fazem turnos irregulares, como trabalhar alguns dias à noite e outros não, podem ter um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2, de acordo com uma análise de Harvard (EUA).

 Outro estudo, publicado no Journal of Health and Social Behavior, mostrou que pessoas que trabalham em um ambiente mais flexível – sem grandes pressões e estresse – têm mais chances de dormir melhor, adotar mais hábitos de vida saudáveis e até de se organizar melhor para executar todas as tarefas.

 Para melhorar o desempenho profissional, é importante manter hábitos saudáveis, como dormir bem para acordar de bom humor – um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, apontou que pessoas que despertam bem humoradas sentem-se mais dispostas e produtivas.

Comer menos e Viver mais

Comer (menos) para viver (mais)

Novo estudo revela porque a restrição de calorias pode levar a uma vida mais longa

 por Nikhil Swaminathan

 Os cientistas já haviam descoberto há mais de 70 anos que um modo infalível de aumentar o tempo de vida dos animais é cortar sua ingestão de calorias diárias em uma média de 30% a 40%. Mas a questão que ainda faltava ser respondida era: por quê?

Agora, um estudo novo começa a revelar o misterioso mecanismo que, a partir da redução na ingestão de alimentos, protege as células contra o envelhecimento e as doenças relacionadas com o avanço da idade.

De acordo com o estudo publicado na revista “Cell”, a explicação desse fenômeno está relacionada a duas enzimas, SIRT3 e SIRT4, da mitocôndria (a “central elétrica” da célula que, entre outras funções, é responsável por transformar nutrientes em energia). Os pesquisadores descobriram que uma seqüência de reações provocadas pela diminuição de ingestão calórica eleva os níveis das duas enzimas, levando a um aumento da resistência dessas baterias celulares. Ao fortalecerem a mitocôndria, as enzimas SIRT3 e SIRT4 prolongam a vida das células, evitando a formação de pequenos buracos (ou poros) em suas membranas, que poderiam servir de entrada para proteínas que alavancam o processo de apoptose, ou seja, morte celular.

“Não esperávamos que a parte mais importante desse processo se passasse dentro da mitocôndria”, comenta David Sinclair, professor-assistente de patologia na Harvard Medical School e co-autor do estudo. “É possível que tenhamos encontrado reguladores do envelhecimento”.

Proteínas de origem animal ajuda no controle da Pressão Arterial

Estudo publicado no periódico Circulation, da Associação Americana para estudos do Coração, revela que o ácido glutâmico, presente em proteínas de origem vegetal, é um dos micronutrientes que ajuda a controlar a pressão arterial. Tofu, leite de soja, sementes de girassol, gergelim, cogumelo, sementes, oleaginosas (castanha, noz, avelã, pinhão), aveia integral, germe de milho, frutas oleaginosas (abacate, coco), batata, arroz integral, lentilha são boas fontes de proteína vegetal.

Relação entre câncer e alimentação inadequada

Pesquisa reforça relação entre câncer e alimentação inadequada

Por Giuliana Reginatto

O filé grelhado se disfarça no meio da saladinha, com fama de comida saudável. Ninguém desconfia das boas intenções de um bife feito na chapa, sem gordura aparente. Esse modo de preparo, contudo, provoca a liberação de substâncias cancerígenas pelo alimento. Assar ou cozinhar a carne é o melhor a fazer para proteger o estômago dessas toxinas, assim como ingerir mais fibras ajuda a preservar a saúde do cólon e evitar o álcool reduz a chance de passar por tumores de boca, laringe e faringe.

A conclusão de um estudo pioneiro, divulgado há duas semanas, autentica a receita de saúde que a classe médica vem repetindo há anos, feito um mantra: ‘mantenha uma dieta equilibrada, pratique exercícios físicos’. Medidas populares como essas seriam capazes prevenir 12 tipos de cânceres no Brasil.

Os resultados da pesquisa Política e Ação para a Prevenção do Câncer, promovida pelo Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer em parceria com o Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer, se baseiam na análise minuciosa de 7 mil estudos sobre a incidência de tumores de mama, esôfago, rim, vesícula, pâncreas, fígado, próstata, endométrio, cólon, pulmão, além da dupla faringe e laringe.

No Brasil, que integrou o levantamento ao lado de China, EUA e Reino Unido, os pesquisadores concluíram que, no geral, 30% dos casos de câncer poderiam ser evitados. Para tumores de boca, faringe e laringe o índice chega a 63%.

Na avaliação do médico Fábio de Oliveira Ferreira, cirurgião oncologista do Hospital AC Camargo – um dos principais centros de estudo sobre o câncer no País – convencer a população a adotar um estilo de vida saudável para prevenir doenças é uma tarefa árdua porque os efeitos advindos com a mudança custam a aparecer. “Se eu alterar meu comportamento hoje, passando a fazer exercícios e a comer corretamente, o reflexo disso em termos de diminuição de risco para o câncer aparecerá dentro de 10 ou 15 anos. É como parar de fumar: leva uns 10 anos para o corpo ficar totalmente desintoxicado”, diz o especialista, que é doutor em medicina pela Universidade de São Paulo.

Ferreira acredita que as conclusões sobre a possibilidade de prevenir o câncer podem nortear o comportamento das próximas gerações. “A mudança de hábito, embora não traga efeitos tão imediatos para o organismo, se refletirá em nossos filhos. É possível que esse conhecimento possa servir até mesmo para aprimorar a alimentação nas escolas, dando prioridade à ingestão de fibras e diminuindo o consumo de gordura e carne vermelha. Assim, provavelmente seremos capazes de diminuir a incidência de câncer nas próximas gerações”, diz o médico.

A relação entre alimentação equilibrada e prevenção do câncer é tão estreita que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) criou um departamento específico para explorar o tema já em 2007, o setor de Alimentação, Nutrição e Câncer. “Está claro para muitas pessoas que o padrão alimentar interfere nas doenças cardiovasculares e na diabete, mas em relação ao câncer isso encontra certa resistência cultural.

De fato, faz parte da prevenção ter que alterar hábitos já consolidados em muita gente, como abusar do álcool e do churrasco “, explica o nutricionista Fábio Gomes, analista de programas para controle do câncer da instituição.

Segundo Gomes, a cervejinha do fim de semana pode ser ainda mais nefasta quando acompanhada pelo cigarro. “O abuso de álcool tem relação direta com tumores de boca, laringe e faringe. Ele torna a mucosa dessa região mais permeável, facilitando a penetração de agentes cancerígenos, como as toxinas do cigarro. Uma dessas toxinas, o alcatrão, também está presente na fumaça do churrasco e acaba impregnando a carne”, esclarece. “Um jeito de minimizar o problema é aumentar a ingestão de hortaliças e frutas, que são alimentos protetores. Sempre é possível acrescentar uma salada ao churrasco. É o teor da alimentação determina se ela será fator de proteção ou de risco para o câncer”, completa.

Até mesmo contra o câncer de mama, considerado um tumor intimamente relacionado à carga genética, há medidas dietéticas eficazes. Segundo o recente estudo, quase um terço deles poderia ser evitado no Brasil. “O consumo alto de gordura e a quantidade elevada de gordura corporal alteram o metabolismo da mulher e sua produção hormonal. Assim, fazer a manutenção do peso é uma medida de prevenção fundamental”, analisa Gomes.

Ele destaca que amamentar por pelo menos seis meses é outro fator de proteção. “Fazendo isso a chance de ter câncer de mama diminui de 10% a 20%.” Segundo o especialista do Inca, alguns alimentos, além de gordurosos, contém outras substâncias que podem estimular os quadros de câncer. “Nos embutidos, por exemplo, há conservantes à base de nitritos e nitratos, que em contato com o suco digestivo se transformam em compostos reconhecidos como cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde. Até mesmo as versões light ou diet desses produtos, apesar de apresentarem teor reduzido de sódio ou gorduras, contêm os mesmos conservantes”, alerta o nutricionista.

Bons hábitos podem evitar câncer em 30%

Bons hábitos podem evitar câncer em 30%
27/02/2009

Doze tipos da doença foram pesquisados em 4 países
Emilio SantAnna

Cerca de 30% dos casos de 12 tipos de câncer registrados no Brasil poderiam ter sido prevenidos com hábitos saudáveis, como dieta equilibrada, controle do peso e prática regular de exercícios. O resultado está em relatório divulgado ontem que mapeou a probabilidade de prevenção de tumor em quatro países, entre eles o Brasil. A estimativa é do relatório Política e Ação para a Prevenção do Câncer – realizada pelo Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer e Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer.

A pesquisa analisou mais de 7 mil estudos sobre a incidência de tumores de esôfago; boca, faringe e laringe; estômago; cólon; pâncreas; mama; pulmão; rim; vesícula; fígado; próstata e endométrio. Com base nas evidências e no comportamento dos pacientes, apontou a probabilidade de prevenção no Brasil, EUA, Reino Unido e China. O tabagismo, responsável por cerca de 25% dos casos, não foi analisado. De forma geral, 19% de todos os tumores poderiam ser evitados no Brasil caso as indicações fossem seguidas. Segundo o estudo, os tumores evitáveis de cólon e de mama no Brasil são respectivamente 37% e 28% dos casos.

“A alimentação balanceada é composta por elementos que podem proteger dos fatores de agressão às células”,
explica o coordenador da área de alimentação, nutrição e câncer do Instituto Nacional de Câncer, Fábio Gomes. O câncer de cólon, por exemplo, pode ser evitado com dieta que inclua fibras vegetais. “Na própria flora intestinal já existem substâncias com potencial cancerígeno e o consumo de fibras ajuda a diminuir o tempo que essas substâncias permanecem em contato com o intestino”, diz Gomes.

Outras substâncias como o alfa-caroteno, encontrado em alimentos como a cenoura, auxiliam no processo de destruição de células percussoras do câncer. Ou frutas cítricas, como a laranja, que contêm agentes antioxidantes que se ligam aos radicais livres das células, impedindo que sejam agredidas e destruídas.

O relatório aponta outro vilão: as bebidas alcoólicas. Quando se analisam as probabilidades de tumores de esôfago e boca, faringe e laringe que poderiam ser evitados, a relação fica clara. No Brasil, cerca de 60% dos casos de câncer de esôfago são evitáveis. Para os tumores de boca, faringe e laringe, o índice no País é de 63%.

Outros, como vegetais oleaginosos (amendoim, nozes, etc.) são importantes para prevenir o câncer de próstata, diz a nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para as mulheres, Anita alerta que os alimentos com alto teor de gordura, como carne e certos tipos de leite, são os vilões do câncer de mama. COM EFE

Fonte: estadão.com.br

Sua Alimentação e seus Hábitos podem modificar seus Genes

Sua Alimentação e seus Hábitos de vida podem modificar seus Genes

Você não pode mais reclamar que seus problemas de saúde estão “nos seus genes”, pois uma nova pesquisa descobriu que uma mudança no estilo de vida pode também modificá-los, para melhor.

O estudo acompanhou 30 voluntários diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco que haviam decidido não seguir com cirurgia, radioterapia ou terapia hormonal para combater a doença.

Os homens fizeram mudanças radicais no estilo de vida incluindo uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos, legumes e produtos à base de soja; exercícios moderados como andar por 30 minutos todos os dias e uma hora de métodos de gerenciamento do estresse como meditação.

Como se esperava eles conseguiram perder peso, reduziram a pressão sanguínea, entre outros benefícios para a saúde. Mas as mudanças mais profundas foram observadas quando as biópsias do câncer efetuadas depois das mudanças no estilo de vida foram comparadas com as feitas anteriormente.

Depois de apenas três meses os homens tiveram mudanças na atividade de cerca de 500 genes, dos quais 48 estavam ligados e 453 estavam desligados.

A atividade nos genes que previnem doenças havia aumentado enquanto genes promotores de doenças — incluindo aqueles que envolviam o câncer de próstata e de mama — se desligaram de acordo com o estudo publicado na revista científica PNAS.

Afinal de contas parece que podemos sim fazer muito para mudar a atividade dos próprios genes e combater o surgimento de doenças ligadas à predisposição genética. Em apenas três meses é possível mudar centenas de genes simplesmente mudando como se vive.

As implicações deste estudo não estariam limitadas a homens com câncer de próstata.

Alimentação com excesso de calorias pode causar perda memória

Risco de perda de memória pode dobrar em idosos que comem demais

Seg, 13 de Fevereiro de 2012.

Um novo estudo sugere que consumir entre 2.100 e 6.000 calorias por dia pode dobrar o risco de perda de memória, o chamado Comprometimento cognitivo leve (MCI), entre pessoas com 70 anos ou mais.

O comprometimento cognitivo leve MCI é o estágio entre a perda normal de memória, que surge com o envelhecimento, e a doença de Alzheimer precoce.

Idosos com declínio cognitivo maior do que o esperado, têm maior risco de desenvolver algum tipo de demência, especialmente a do tipo Alzheimer.

O texto foi apresentado na 64ª Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Nova Orleans, que aconteceu de 21 a 28 de abril deste ano.

“Nós observamos um padrão que demonstra quanto maior a quantidade de calorias consumidas a cada dia, maior o risco de Comprometimento cognitivo leve “, disse o autor do estudo, Yonas E. Geda, MD, da Clínica Mayo, em Scottsdale, no Arizona, e membro da Academia Americana de Neurologia.

O experimento envolveu 1.233 pessoas com idades entre 70 e 89 anos, livres de demência, e moradoras de Olmsted County, em Minnesota. Deste número, 163 tiveram MCI ( comprometimento cognitivo leve ).

Durante o tempo que eram monitorados, os participantes tinham de relatar a quantidade de calorias que comiam ou bebiam em um questionário alimentar. Eles foram divididos em três grupos iguais com base em seu consumo calórico diário. Um terço consumia entre 600 e 1.526 calorias por dia, um terço entre 1.526 e 2.143 e um terço consumido entre 2.143 e 6.000 calorias por dia.

Segundo o estudo, as probabilidades de apresentar MCI ( comprometimento cognitivo leve ) mais do que duplicou para aqueles que faziam parte do maior grupo de calorias consumidas em comparação com os que estavam no menor grupo. Os resultados foram os mesmos quando levado em conta o histórico de diabetes, acidente vascular cerebral, nível educacional e outros fatores que podem afetar o risco de perda de memória. Não houve diferença significativa de risco no grupo do meio.

“Cortar calorias e comer alimentos que compõem uma dieta saudável pode ser uma maneira mais simples de evitar a perda de memória à medida que envelhecemos”, disse Yonas E. Geda.